História da Raça
A origem do Shar Pei é incerta. É possível que tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China há 20 séculos, sendo que os primeiros exemplares desta raça eram bem maiores do que os atuais.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
No passado o Shar Pei era um excelente caçador de javalis e guardador de rebanhos, era também utilizado para combates, um desporto muito popular na China. A sua pele solta, dificultava o abocanhar dos adversários de combate e há quem diga que lhes administravam drogas, para alterar o seu temperamento, visto esta raça ser muito dócil e afável.
Em consequência da Revolução Comunista no país em 1949, o Shar Pei foi-se extinguindo na China, possuir um cão era um luxo proibido, à exceção dos cães dos camponeses que comprovadamente os usavam para a caça. Os cães não trabalhadores serviam de alimento para o povo esfomeado.
Os poucos Shar Peis sobreviventes, enfrentaram o grande problema da desnutrição, pois estes só se alimentavam das sobras das mesas dos camponeses, e assim começaram a diminuir gradualmente de tamanho perdendo o seu talhe por volta do ano 1949. O Shar Pei diminuiu dos cerca de 58 cm para aproximadamente 45 cm. Mesmo que o Shar Pei não esteja dentro dos parâmetros de tamanho descritos pelo padrão, não deve ser penalizado.
Em 1973, Matgo Law, de Hong Kong, publicou em algumas revistas americanas um apelo aos criadores americanos para salvarem a raça. Esse apelo deu certo, pois despertou grande interesse pela raça nos criadores, mas havia um pequeno problema, a maioria dos exemplares não tinham as características originais do Shar Pei da Pré – Revolução Comunista.
Em 1974 o Shar Pei figurou no Livro do Guiness, como o cão mais raro do mundo.
Em 1999 a Federação Cinológica Internacional promoveu algumas alterações no padrão da raça. A mais importante foi a redução das pelancas do cão adulto no tronco e no dorso. De acordo com o novo padrão, as pelancas devem-se concentrar na cabeça e no pescoço. As proporções de peso e altura também foram alteradas, no novo padrão da raça, o peso vai dos 18kgs aos 29kgs e a sua altura pode ir dos 44 cm aos 51 cm.